Segunda-feira, Julho 20, 2026
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Vale do Côa revela novas gravuras com mais de 23 mil anos e reforça importância mundial da arte rupestre

gravura numa rocha

O Vale do Côa voltou a surpreender a comunidade científica com a descoberta de novas gravuras rupestres do Paleolítico Superior, datadas de há mais de 23 mil anos, no sítio arqueológico do Fariseu. As figuras, atribuídas ao período Solutrense, representam auroques, vitelos, cervas, cavalos e cabras, oferecendo novos dados sobre a fauna da época e sobre a expressão artística das comunidades pré-históricas que habitaram a região.

A descoberta abre uma nova etapa para a investigação científica e reforça o estatuto do Vale do Côa como um dos mais importantes conjuntos de arte rupestre ao ar livre do mundo.

Este novo conjunto de gravuras é também o resultado do trabalho rigoroso, persistente e de excelência desenvolvido, ao longo dos anos, pela equipa de arqueólogos da Fundação Côa Parque. Através da investigação, da prospeção e da preservação deste património único, os investigadores continuam a revelar novos testemunhos da Pré-História, consolidando o Vale do Côa como uma referência internacional no estudo da arte rupestre.

As novas descobertas enriquecem um património classificado como Monumento Nacional e Património Mundial da UNESCO. Atualmente, o Parque Arqueológico do Vale do Côa integra cerca de 1.600 rochas identificadas, distribuídas por 104 sítios arqueológicos, reunindo mais de 15.650 gravuras que testemunham uma ocupação humana e artística contínua ao longo de milhares de anos.

O presidente da Fundação Côa Parque, João Paulo Sousa, sublinhou que, três décadas após a criação do Parque Arqueológico, o Vale do Côa continua a revelar novos capítulos da história da Humanidade. Só este ano foram identificadas 60 novas gravuras, um indicador de que o potencial científico da região permanece extraordinário.

“Quanto mais dedicação dermos ao Côa, mais descobertas teremos”, afirmou João Paulo Sousa, destacando o empenho e a dedicação dos arqueólogos e investigadores da Fundação Côa Parque, cujo trabalho tem sido determinante para preservar, estudar e valorizar este legado excecional, considerado um dos maiores patrimónios culturais de Portugal e um dos mais relevantes testemunhos das origens da criatividade humana.

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