Melo deu ontem o primeiro passo de uma viagem pela literatura, pela arte e pelo território, com a abertura do Festival Literário “Em Nome da Terra”, uma iniciativa que promete levar autores, artistas, leitores e comunidade a cruzarem-se em torno da palavra e da criação.
O primeiro dia do festival começou com os mais jovens. Durante a manhã, o público escolar participou numa visita guiada à exposição “O Retrato como Sismógrafo: Vasco de Castro Revisitado”, patente no Museu Municipal de Arte Moderna Abel Manta.
Conduzida por Daniel Melo e Pedro Marques, a visita permitiu aos alunos conhecer mais de perto a obra de Vasco de Castro, num momento de contacto direto com a arte e com a história cultural do território.
À noite, Melo voltou a vestir-se de cultura para a sessão oficial de abertura, que ficou marcada pela inauguração de três propostas artísticas: “Na Tua Face”, de Rita Cortesão, “Vergílio Ferreira – Da ‘Pessoal Interrogação’ ou do Diálogo com André Malraux”, de Jorge Costa Lopes, e a instalação poética “Se Estas Roupas Falassem”.
A literatura e o pensamento ganharam depois voz através de Luís Osório, que apresentou o espetáculo “Um dia há-de ficar com a pergunta sem resposta na mão”.
Inspirado na obra de Vergílio Ferreira, o monólogo levou o público numa viagem pelas grandes interrogações da existência humana, abordando temas como o absurdo, o talento, a criação, a morte e a incessante procura de sentido.
“Em Nome da Terra” pretende afirmar Melo como espaço de encontro entre cultura, criação artística e território.
Realizado numa das Aldeias de Montanha, o festival integra o Plano de Ação do PROVERE Aldeias de Montanha 2030, contribuindo para a valorização da cultura e da literatura enquanto motores de dinamização e valorização deste território.
E este foi apenas o primeiro capítulo.
Nos próximos dias, Melo continua a ser palco de palavras, histórias, autores e artistas, num festival que convida a parar, escutar, questionar e descobrir.