O secretário de Estado do Turismo, Pedro Machado, anunciou esta quinta-feira, 27 de março, na Guarda, que será lançado na próxima semana o concurso público para o arrendamento do Hotel Turismo.
O anúncio foi feito durante uma sessão realizada no próprio edifício, que contou com a presença do presidente da Câmara da Guarda, Sérgio Costa, e de Carlos Abade, em representação da entidade proprietária do imóvel.
Segundo Pedro Machado, o procedimento será publicado na imprensa local e nacional, abrindo um prazo de 40 dias para a apresentação de propostas. O concurso prevê a exploração do hotel por um período de 50 anos, com possibilidade de aquisição ao quarto ano de arrendamento. As obras de requalificação deverão decorrer entre 18 e 24 meses.
O governante mostrou-se confiante no interesse do mercado, afirmando estar convicto de que surgirão investidores e manifestando a expectativa de inaugurar a unidade ainda durante a atual legislatura. “Não se trata de uma expectativa, mas de um compromisso com os guardenses”, sublinhou, acrescentando que as condições agora definidas estão mais ajustadas à realidade do setor.
Por sua vez, Sérgio Costa lamentou os sucessivos entraves ao longo dos anos, referindo-se ao processo como marcado por “tiros de pólvora”, e reforçou que a cidade “só vai descansar no dia da inauguração”. O autarca manifestou esperança de que seja desta vez que o projeto avance, permitindo devolver à Guarda “esta jóia da coroa”, encerrada há 16 anos.
Já Carlos Abade destacou o trabalho conjunto entre o Turismo de Portugal e o município, descrevendo-o como um processo de “construção” e de “formiga” que permitiu chegar à atual fase.
O Hotel Turismo está encerrado desde outubro de 2010. Em 2011, foi adquirido pelo Turismo de Portugal à Câmara Municipal e integrou o Programa REVIVE, tendo sido um dos primeiros imóveis colocados a concurso. Em maio de 2018, foi assinado um contrato de concessão com um consórcio para a sua recuperação e exploração, mas o projeto não avançou devido a dificuldades financeiras.
Posteriormente, em 2021, foi lançado um novo concurso que ficou deserto. Já em janeiro de 2023, após a saída do programa REVIVE, o imóvel foi alvo de um contrato de arrendamento com a Enatur, igualmente sem sucesso. Em setembro de 2025, esse contrato foi revogado, abrindo caminho para que o Turismo de Portugal voltasse a colocar o edifício no mercado para reabilitação.