Nos dias 8, 9 e 10 de setembro, o Museu do Côa – Centro Ciência Viva acolheu um encontro de especialistas dedicado aos “Desafios da conservação da arte rupestre do Vale do Côa no século XXI”. O evento constituiu um marco importante na avaliação de riscos, testes de soluções de monitorização e definição de estratégias de conservação deste património único, integrando-se no âmbito do programa Ciência Viva no Verão 2025 e do projeto EU-EMBRACES – Empowering Minds: Boosting Research in Citizen Engagement and Schools (atividade build-up).
Com a sua vasta experiência prática no território, a Fundação Côa Parque (FCP) tem liderado diversos projetos de investigação e teses de doutoramento, em parceria com entidades públicas e privadas, promovendo a investigação, o desenvolvimento e a inovação na área da conservação da arte rupestre.
O encontro reuniu um vasto conjunto de investigadores de áreas como arqueologia, história, conservação e restauro, geologia, geografia e biologia, entre outras. O diálogo entre especialistas e o público contribuiu para o debate sobre os desafios e as boas práticas na preservação dos sítios de arte rupestre, com especial enfoque no Vale do Côa, num contexto global marcado pela pressão antrópica e pelas alterações climáticas.
O evento reforçou o compromisso da Fundação Côa Parque em promover o conhecimento, a inovação e a sensibilização para a preservação do património cultural, sublinhando o papel do Vale do Côa como referência internacional na conservação da arte rupestre ao ar livre.