O distrito da Guarda enfrenta um momento decisivo no que diz respeito à classificação das suas zonas balneares interiores. De acordo com a Proposta de Lista de Águas Balneares Interiores a Identificar em 2026, atualmente em consulta pública, quatro praias fluviais do distrito estão em risco de deixar de ser consideradas zonas balneares, na sequência de classificações “Más” na época balnear de 2025.
Em causa estão as zonas balneares de Poço do Lagar e Sandomil, no concelho de Seia, bem como Rapoula do Côa, no concelho do Sabugal, e Relva da Reboleira em Manteigas. Estas águas balneares só poderão manter o estatuto em 2026 caso sejam implementados programas de medidas corretivas, com acompanhamento da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e parecer favorável da Autoridade Regional de Saúde, conforme determina a legislação em vigor.
Em contraste com este cenário de risco, o concelho de Celorico da Beira surge como uma nota positiva no documento. A Ratoeira aparece identificada como nova água balnear, ainda sem código atribuído, dependendo apenas de parecer favorável da Autoridade Regional de Saúde para integrar oficialmente a lista de zonas balneares em 2026.
Esta possível classificação reforça o potencial de Celorico da Beira enquanto destino de lazer e turismo de natureza, valorizando os recursos hídricos locais e criando novas oportunidades para a economia local, sobretudo durante os meses de verão.
Apesar dos riscos identificados, o concelho da Guarda mantém várias águas balneares propostas para 2026, nomeadamente Albufeira do Caldeirão, Aldeia Viçosa, Vale do Mondego e Videmonte – Quinta da Taberna, demonstrando a relevância do património natural do concelho no contexto regional.
A APA sublinha que a manutenção ou exclusão das zonas balneares com classificação negativa dependerá da ação concreta das autarquias, nomeadamente na identificação das fontes de poluição e na implementação de soluções eficazes.
A consulta pública decorre até à decisão final, sendo este um momento crucial para autarquias, populações e entidades locais se pronunciarem sobre o futuro das praias fluviais do distrito da Guarda — espaços cada vez mais valorizados num contexto de alterações climáticas e procura por turismo sustentável.