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Cápsula do Tempo – Guarda 2050 celebra 13.º aniversário no dia 1 de julho

jardim

Uma das iniciativas mais emblemáticas do Clube Escape Livre e que há mais de uma década marca a agenda cultural da cidade da Guarda celebra o seu 13.º aniversário no próximo dia 1 de julho. A Cápsula do Tempo – Guarda 2050, soterrada em 2013, guarda no seu interior documentos, objetos e testemunhos de 40 personalidades, oferecendo às gerações futuras uma visão da Guarda e do Mundo quando for aberta, precisamente, a 1 de julho de 2050.

Instalada junto à Torre de Menagem, na Encosta do Tempo — o ponto mais alto da cidade da Guarda — a Cápsula do Tempo foi enterrada a 1 de julho de 2013 numa iniciativa promovida pelo Clube Escape Livre, com o apoio do Instituto Politécnico da Guarda (IPG), em parceria com a Câmara Municipal da Guarda, a Junta de Freguesia da Guarda, a Rádio Altitude e com o patrocínio da SPAL. O projeto contou ainda com o alto patrocínio de Francisco Pinto Balsemão, entretanto falecido.

Depois de, em 2025, as celebrações terem sido dedicadas ao Caminho de Santiago, na sequência da realização na Guarda do XXXV Capítulo Extraordinário do Caminho de Santiago, a edição deste ano centra-se na identidade da cidade mais alta de Portugal.

Mantendo a tradição, o programa comemorativo terá início com a cerimónia de cinzelamento do novo ano na orla da Cápsula do Tempo, seguindo-se a habitual plantação de uma árvore simbólica. As comemorações prosseguem com a conferência anual, que este ano terá como orador Thierry Proença dos Santos, diretor do Museu da Guarda.

Nascido em Paris, em 1966, Thierry Proença dos Santos foi docente da Universidade da Madeira entre 1992 e 2019 e é doutorado em Linguística Aplicada. Desenvolveu investigação nas áreas cultural, literária e linguística ligadas à Madeirensidade. Desde 2019 está ligado ao Museu da Guarda, onde desempenhou funções de coordenação entre junho de 2020 e maio de 2022 e, posteriormente, entre janeiro e novembro de 2025, tendo sido reconduzido ao cargo em março de 2026. Ao longo do seu percurso organizou e coorganizou diversas obras comemorativas, antologias literárias, coletâneas poéticas e volumes de ensaios.

O responsável pelo Museu da Guarda será o convidado da conferência subordinada ao tema “A Guarda como Interioridade Transfronteiriça e Memória do Futuro”, uma reflexão sobre a cultura, o território e a identidade da cidade e da região.

No final da sessão será ainda apresentada mais uma peça da coleção “Chávenas do Tempo”, da SPAL, concebida pelo arquiteto António Saraiva.

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