O Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR) 2026 para a Comunidade Intermunicipal das Beiras e Serra da Estrela foi hoje apresentado em Figueira de Castelo Rodrigo, numa sessão que reuniu responsáveis nacionais e regionais ligados à proteção civil, autarcas e entidades com competências na prevenção, vigilância e combate aos incêndios rurais.
A cerimónia decorreu no Auditório da Casa da Cultura e contou com a presença do Secretário de Estado da Proteção Civil, Rui Rocha, sendo presidida por Carlos Condesso, Presidente da Comunidade Intermunicipal das Beiras e Serra da Estrela e Presidente da Câmara Municipal de Figueira de Castelo Rodrigo.
Na sua intervenção, Carlos Condesso destacou que os incêndios rurais continuam a representar um dos maiores desafios do país, sublinhando a importância do reforço e da modernização dos meios operacionais, bem como da aposta contínua na prevenção, no conhecimento do território e na valorização dos recursos humanos e técnicos disponíveis.
Durante a sessão, foi ainda evidenciado o papel fundamental de todos os agentes operacionais locais e nacionais na proteção do território, apelando também à responsabilidade individual de cada cidadão na adoção de comportamentos preventivos, sobretudo durante os períodos de maior risco.
O DECIR 2026 mobiliza um conjunto alargado de meios humanos, técnicos e operacionais, envolve corpos de bombeiros, Força Especial de Proteção Civil da ANEPC, Unidade de Emergência de Proteção e Socorro da GNR e equipas de gestão de fogos rurais do ICNF.
Ao nível dos corpos de bombeiros, o dispositivo prevê meios permanentes compostos por Equipas de Combate a Incêndios Rurais (ECIN), Equipas Logísticas de Apoio ao Combate (ELAC), Equipas de Apoio Logístico, elementos de comando e Equipas de Reconhecimento e Avaliação da Situação (ERAS), num dispositivo que, nos períodos de maior empenhamento operacional, ultrapassa os 800 operacionais.
A Força Especial de Proteção Civil da ANEPC integra Equipas de Combate a Incêndios, Brigadas de Combate a Incêndios, Equipas de Análise e Uso do Fogo, Equipas de Máquinas de Rasto e o Núcleo de Apoio à Decisão Operacional, assegurando capacidade de intervenção especializada e apoio à coordenação operacional.
A Unidade de Emergência de Proteção e Socorro da GNR assegura igualmente meios especializados de ataque inicial, através de equipas helitransportadas e equipas terrestres, reforçando a vigilância, deteção e primeira intervenção.
O dispositivo conta ainda com as Equipas de Sapadores Florestais, Brigadas de Sapadores Florestais, nomeadamente da Comunidade Intermunicipal da Região Beiras e Serra da Estrela, Equipas do Corpo Nacional de Agentes Florestais e meios de Gestão de Fogo Rural do ICNF, fundamentais nas ações de prevenção estrutural, vigilância e gestão do território.
Durante a sessão foi igualmente reforçada a importância da inovação tecnológica, da qualificação dos agentes no terreno e da articulação entre entidades como fatores determinantes para aumentar a eficácia da resposta e a resiliência do território perante o risco de incêndio rural.
O DECIR, enquadrado pela Diretiva Operacional Nacional (DON), define anualmente os meios e dispositivos previstos para a época de incêndios, estabelecendo as principais linhas de atuação no planeamento e gestão dos espaços rurais, assim como na prevenção, combate e rescaldo dos incêndios.
Após a apresentação institucional, os participantes visitaram a exposição estática de meios instalada no Largo Serpa Pinto, onde estiveram em destaque vários equipamentos e recursos operacionais preparados para responder aos desafios da próxima época de incêndios rurais.



