Segunda-feira, Agosto 24, 2026
Início Notícias Guarda formaliza candidatura a Capital Portuguesa da Cultura em 2028 com o...

Guarda formaliza candidatura a Capital Portuguesa da Cultura em 2028 com o conceito de cidade “guardiã”

Sé da Guarda

A Câmara Municipal da Guarda anunciou oficialmente que o município está na corrida ao título de Capital Portuguesa da Cultura em 2028. O projeto estratégico pretende posicionar a Guarda como um espaço central de criação, participação, identidade e desenvolvimento, tirando partido da sua singularidade histórica e geográfica.

A visão da candidatura assenta no conceito de cidade “guardiã”: um território que protege a história, a memória e a identidade, mas que se mantém de olhos postos na modernidade e no futuro, promovendo o diálogo entre a tradição e a inovação.

“Vamos olhar para esta candidatura como uma ferramenta de que vamos dispor para concretizar a nossa visão do que entendemos por política cultural da Guarda nos próximos anos. Uma oportunidade em torno da qual o município se propõe agregar toda a produção cultural e artística”, defende Sérgio Costa, presidente da Câmara Municipal da Guarda.

O projeto da Guarda 2028 assume que não se esgota nos limites da capital de distrito. A autarquia ambiciona mobilizar instituições, associações, agentes culturais e económicos, num esforço coletivo de articulação territorial com todos os municípios da Região.

Um dos pilares mais inovadores da candidatura é a sua condição raiana e a ligação umbilical a Espanha. Os municípios da raia espanhola vão integrar o projeto como parceiros estratégicos, transformando a proximidade geográfica numa força criativa.

«A fronteira do século XXI não é uma linha de separação, mas de cooperação ibérica», sublinha o edil guardense. «A Guarda sempre foi porta de entrada e de saída, lugar de passagem, de encontro e de acolhimento. Queremos transformar essa condição histórica numa força cultural contemporânea.»

Sendo um território de baixa densidade demográfica, a Guarda quer usar esta candidatura para afirmar a vitalidade e o elevado potencial cultural do interior do país. O projeto visa dar voz às comunidades transfronteiriças que partilham a necessidade de maior atenção por parte dos centros de decisão política.

O Município assegura que o grande objetivo é deixar um legado duradouro que ultrapasse os ciclos autárquicos e o próprio ano de 2028. Os eixos de ação focam-se em:

  • Coesão e inclusão: Facilitar o acesso à cultura e estimular a participação social;
  • Economia e Turismo: Potenciar o turismo cultural na região;
  • Sustentabilidade artística: Criar condições para fixar criadores e capacitar os agentes culturais locais.

«A nossa ambição é que a cultura continue a ser motor de coesão, de participação, de identidade e de desenvolvimento. Esta candidatura não se esgota em 2028: quer deixar raízes», conclui Sérgio Costa.

Artigo anteriorBebé nasceu em ambulância dos Bombeiros Voluntários de Figueira de Castelo Rodrigo a caminho do hospital
Próximo artigoGNR da Guarda recebeu seniores das “Férias Ativas +65” para sensibilização sobre segurança e Programa eGuard