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Celorico da Beira, Guarda e Manteigas unem forças para revitalizar o Rio Mondego e o Rio Zêzere

três pessoas numa sala

A cidade da Guarda foi palco, no passado dia 13 de abril, de um momento decisivo para o futuro ambiental e territorial da região: a assinatura de um Protocolo de Cooperação entre as Câmaras Municipais de Manteigas, Guarda e Celorico da Beira.

O acordo visa a submissão conjunta de uma candidatura ao programa Centro 2030, com o objetivo de reabilitar e valorizar o rio Zêzere ao longo de mais de 30 quilómetros de extensão.

Este ambicioso projeto pretende devolver o rio às pessoas, tornando-o mais acessível, sustentável e ecologicamente equilibrado, reforçando o seu papel como um verdadeiro ecossistema vivo.

Ao atravessar todo o concelho de Manteigas, o rio Zêzere assume-se como um património natural e cultural de enorme relevância, sendo um ativo estratégico para o desenvolvimento do território. A sua valorização representa não só uma aposta ambiental, mas também uma oportunidade para dinamizar o turismo, a economia local e a qualidade de vida das populações.

No caso do concelho da Guarda, o presidente da autarquia, Sérgio Costa, destacou a necessidade urgente de intervenção nas margens do rio Zêzere, em Valhelhas, que sofreram estragos significativos devido às tempestades registadas nos meses de janeiro e fevereiro.

O autarca sublinhou ainda que este protocolo representa “um ato de coragem política” por parte dos três municípios envolvidos. Também o presidente da Câmara de Manteigas, Flávio Massano, evidenciou a importância do trabalho conjunto, reforçando que o essencial é dar início aos trabalhos que permitirão limpar os rios e torná-los mais atrativos.

Em termos de investimento, Sérgio Costa estima que, entre Manteigas e Valhelhas, possam ser aplicados cerca de 1,5 milhões de euros, contando com uma taxa de financiamento de 85%. No caso específico do rio Zêzere, os custos serão repartidos entre os municípios da Guarda e de Manteigas.

Já o presidente da Câmara de Celorico da Beira, Carlos Ascensão, aponta para um investimento no Rio Mondego, a rondar um milhão de euros no seu concelho, reforçando a dimensão intermunicipal e estratégica do projeto.

A assinatura deste protocolo marca, assim, o início de uma nova abordagem: uma gestão partilhada, integrada e sustentável de um recurso que é muito mais do que um rio, é um elo identitário que une comunidades e reforça a ligação entre territórios.

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