O Município de Figueira de Castelo Rodrigo avaliou o impacto do Cartão de Saúde Municipal “Cuidar dos Nossos”, revelando números expressivos de utilização ao longo do último ano. Entre janeiro de 2025 e fevereiro de 2026, foram realizadas 4.451 consultas médicas de várias especialidades, 1.301 exames complementares de diagnóstico, 23.769 análises clínicas e 2.850 intervenções de medicina dentária.
Os dados foram apresentados numa reunião de trabalho que contou com representantes da seguradora e da Casa de Saúde São Mateus, entidade prestadora de serviços. O encontro permitiu analisar o desempenho do projeto e discutir o futuro do contrato atualmente em vigor.
O Cartão de Saúde Municipal está atualmente sediado na reabilitada Casa de Saúde de Figueira de Castelo Rodrigo, antigo edifício hospitalar, e tem como principal objetivo facilitar o acesso da população a cuidados de saúde de proximidade. A resposta inclui consultas, exames e serviços de diagnóstico em ambulatório.
Ao longo do tempo, a oferta tem vindo a crescer de forma significativa. Atualmente, o cartão cobre 23 especialidades médicas, 163 modalidades de exames e 56 tipos de análises clínicas. Parte destes serviços é assegurada diretamente no concelho, contando ainda com três médicos de medicina geral e familiar dedicados exclusivamente ao programa.
O presidente da Câmara Municipal, Carlos Condesso, destacou a evolução do projeto, sublinhando que “as melhorias implementadas trouxeram mais qualidade aos cuidados de saúde e reforçaram a proximidade com os munícipes”. O autarca considerou ainda que esta iniciativa se tornou uma prioridade política do atual executivo, evidenciando a eficácia de um serviço já consolidado.
Carlos Condesso acrescentou que o cartão funciona como um complemento importante ao Serviço Nacional de Saúde, ajudando a colmatar falhas e garantindo que a população tem acesso a cuidados básicos e especializados.
Para o futuro, o município pretende reforçar a articulação entre o Cartão de Saúde Municipal e o Centro de Saúde local. O objetivo passa por melhorar a eficiência dos serviços, evitar duplicação de prescrições e assegurar um acompanhamento clínico mais integrado para todos os residentes.