A ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, anunciou hoje o apoio do Governo à candidatura da Serra da Estrela a Reserva da Biosfera da UNESCO, destacando-a como um “instrumento estratégico para a valorização dos recursos endógenos, a preservação do património natural e cultural, e a promoção de um modelo de desenvolvimento territorial sustentável, resiliente e inclusivo”.
Em comunicado enviado à agência Lusa, a governante sublinhou que a Serra da Estrela deve ser “preservada, valorizada e promovida através de políticas públicas de conservação da natureza, coesão social e desenvolvimento sustentável”.
A proposta de candidatura foi colocada em consulta pública em abril, abrangendo os seis municípios que integram o Parque Natural da Serra da Estrela (PNSE). O projeto foi apresentado publicamente na Guarda pela Comissão de Cogestão da área protegida e pela Associação Geopark Estrela, sendo coordenado por Emanuel de Castro, diretor executivo do Geopark Estrela, e por Helena Freitas, professora da Universidade de Coimbra.
A candidatura integra o Plano de Cogestão do PNSE, aprovado em novembro de 2024, e envolve os concelhos da Covilhã (Castelo Branco), Celorico da Beira, Gouveia, Guarda, Manteigas e Seia (distrito da Guarda).
Maria da Graça Carvalho destacou ainda que a Serra da Estrela é um território de “excecional valor natural, cultural e social”, reconhecido pela sua diversidade ecológica e paisagística, pela presença de habitats e espécies endémicas e ameaçadas, bem como pelo património cultural único que guarda, constituindo “um exemplo notável de integração entre natureza e cultura”.
A ministra alertou, contudo, para as vulnerabilidades da região, em particular os incêndios rurais que têm provocado perdas significativas de biodiversidade e recursos naturais. Nesse sentido, defendeu que a aposta na valorização socioeconómica e no reforço da resiliência é fundamental para garantir a recuperação dos ecossistemas e das atividades das populações locais.